sexta-feira, 16 de julho de 2010

EM DIA COM A EDUCAÇÃO
COMO ESCOLHER?
Ser eleitor em nosso país é das tarefas mais difíceis e angustiantes. Em primeiro lugar porque nós, brasileiros, pouco sabemos da história política de nosso país. Uma história não tão longa como a dos países asiáticos ou europeus, mas uma história. Também não muito diferente, no sentido dos domínios e governos trágicos, repressores, injustos, das conquistas à custa de muito sangue e tristezas, de abusos e de incoerências desastrosas. Mas também é uma história de conquistas através de lutas pacíficas, pela liberdade de dizer o que se pensa, de vitórias do povo.
Ainda não sabemos defender muito bem esses nossos direitos tão preciosos. Não investigamos a história pessoal e política dos candidatos como devíamos fazer. Estas histórias não são tão disponíveis ao povo como deveriam ser. Talvez porque não sejam histórias tão significativas. Quem as tem, sente prazer e segurança em expor à população.
Pois é, mas temos que votar em alguém, que estará à frente das nossas necessidades e dos nossos desejos de cidadão. Que estejamos todos cientes e conscientes desse privilégio nosso, de cada eleitor, de cada brasileiro, de cada amapaense. Que nós sejamos capazes de buscar todas as informações possíveis sobre os candidatos, seu passado, sua história familiar, conhecer seus princípios e valores, suas tendências, aptidões, sua formação e sua índole.
Perfeito ninguém é, mas queremos e merecemos o melhor que houver, não o mais conveniente para alguns ou amigo de outros, mas o melhor para todos.
O direito do voto é, além de direito, o maior dever. Dever de defender em primeiro lugar nossa honra de sermos brasileiros/amapaenses, defender nossos ideais de cidadão, defender o futuro de nossos filhos, defender o fruto de nosso trabalho, defender todas as nossas possibilidades de viver em segurança, qualidade, confiança, integridade física e emocional, garantindo, não só a estrutura básica mas também a estrutura psicológica, afetiva, intelectual.
Enfim, preparemo-nos para votar como nos preparamos para um grande evento, com planejamento cuidadoso, investigando todos os prós e os contras, prevendo imprevistos e riscos, investindo para dar certo, assumindo as conseqüências e prevendo falhas e insucessos. Se não for o nosso candidato o escolhido, que não sejamos adversários dele durante 4 anos. Que sejamos seus parceiros porque a outra parte da população o escolheu, portanto precisará do nosso trabalho e parceria também.
Que nós não vejamos as eleições como uma batalha com vencidos e vencedores, mas como pessoas cientes de seu papel e de sua atuação na sociedade. Isso é o mais importante: cada um ter noção de sua importância e de seu valor como eleitor .
Eliane Alcantara Verde – Pedagoga e Orientadora Educacional

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