quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Compromisso com os eleitores que perderam.

É frustante perder. Perder qualquer coisa : objetos, competições, amores, pessoas ( isso é mais doloroso), eleições.
Mas a vida nos proporciona perdas exatamente para valorizarmos os ganhos por menores que sejam . Aprender a perder já é ganhar. Saber perder é ter sabedoria, é dominar a arte da convivência. Eu considero um verdadeiro artista aquele que sabe conviver, que não é coisa muito fácil. Entender as pessoas, aceitá-las, compartilhar, defender ou rejeitar idéias, participar dos interesses, valorizar qualidades e apontar defeitos,administrar conflitos, sugerir mudanças, evitar desentendimentos... exige muita sabedoria mas principalmente exige a predisposição de querer ser e fazer feliz quem quer que seja.
Se o indivíduo já é ou está predisposto a implicar ou a rejeitar tudo antes mesmo de pensar sobre o assunto, nada nem ninguém poderá ajudá-lo a ser feliz. Parte de dentro, não vem de fora nem dos outros.
Em se tratando das eleições recentes, quando muitos são vencedores e outros tantos se consideram perdedores, muito me preocupa esse sentimento de derrota.
eleitoral.
Os candidatos eleitos devem se preocupar em se comunicar com os eleitores que não votaram neles de forma a trazê-los para perto de suas propostas, fazê-los sentir que fazem parte, que são importantes e que todo e qualquer progresso depende deles também. Esta sensação de compartilhamento que fica após as eleições, acaba estabelecendo uma situação de confronto, de divergências, de ausência de desejo de colaborar. A população tem que se sentir toda ela direcionada para os objetivos comuns e nisso os eleitos devem investir: cuidar dos "perdedores", mostrar que não vão perder nada. Motivar para novas ações e novos pensares, incentivar o trabalho , apontar os benefícios e minimizar a sensação de perda que, como já disse anteriormente gera frustração e esta gera desãnimo, descrença entre outros sentimentos negativos.
É comum ouvirmos os discursos dos eleitos ao seu público agradecendo os votos. Mas não é tão comum ouvirmos os mesmos eleitos se dirigindo aos que não os elegeram. Estes anseiam por sentirem-se vitoriosos também e o serão, se ouvirem o apelo para que participem, contribuam com seu trabalho, suas idéias e propostas.
Quem se elegeu, o fez para todos, não apenas para seus eleitores. A população é composta de todos sem exceção.
É meio didática esta questão. É requisito de boa gestão. É componente do processo psicológico do ser humano. Portanto os candidatos eleitos deverão se instrumentalizar profissionalmente para atender essa demanda da populaçao.
Pode parecer utópico. Não é. É sim, uma análise de comportamento com fundamentos científicos das reações humanas considerando todo um conjunto de fatores emocionais, intelectuais, culturais, sociais e organizacionais.
Candidato ganhou? Ótimo, então agora é que vai começar o seu trabalho de conquistar os cidadãos, o trabalho de chamar para si a tarefa de motivar todos a continuarem "votando" nele e nas suas propostas.
Pior que não ter acertado na eleição é ter votado em quem ganhou e depois descobrir que votou errado. Que seu candidado é uma farsa, que mentiu, que enganou. Aí caros brasileiros, a coisa fica feia, triste, macabra.
Tomara que isso não aconteça para o bem de todos...

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