EM DIA COM A EDUCAÇÃO
COMO ESCOLHER?
Ser eleitor em nosso país é das tarefas mais difíceis e angustiantes. Em primeiro lugar porque nós, brasileiros, pouco sabemos da história política de nosso país. Uma história não tão longa como a dos países asiáticos ou europeus, mas uma história. Também não muito diferente, no sentido dos domínios e governos trágicos, repressores, injustos, das conquistas à custa de muito sangue e tristezas, de abusos e de incoerências desastrosas. Mas também é uma história de conquistas através de lutas pacíficas, pela liberdade de dizer o que se pensa, de vitórias do povo.
Ainda não sabemos defender muito bem esses nossos direitos tão preciosos. Não investigamos a história pessoal e política dos candidatos como devíamos fazer. Estas histórias não são tão disponíveis ao povo como deveriam ser. Talvez porque não sejam histórias tão significativas. Quem as tem, sente prazer e segurança em expor à população.
Pois é, mas temos que votar em alguém, que estará à frente das nossas necessidades e dos nossos desejos de cidadão. Que estejamos todos cientes e conscientes desse privilégio nosso, de cada eleitor, de cada brasileiro, de cada amapaense. Que nós sejamos capazes de buscar todas as informações possíveis sobre os candidatos, seu passado, sua história familiar, conhecer seus princípios e valores, suas tendências, aptidões, sua formação e sua índole.
Perfeito ninguém é, mas queremos e merecemos o melhor que houver, não o mais conveniente para alguns ou amigo de outros, mas o melhor para todos.
O direito do voto é, além de direito, o maior dever. Dever de defender em primeiro lugar nossa honra de sermos brasileiros/amapaenses, defender nossos ideais de cidadão, defender o futuro de nossos filhos, defender o fruto de nosso trabalho, defender todas as nossas possibilidades de viver em segurança, qualidade, confiança, integridade física e emocional, garantindo, não só a estrutura básica mas também a estrutura psicológica, afetiva, intelectual.
Enfim, preparemo-nos para votar como nos preparamos para um grande evento, com planejamento cuidadoso, investigando todos os prós e os contras, prevendo imprevistos e riscos, investindo para dar certo, assumindo as conseqüências e prevendo falhas e insucessos. Se não for o nosso candidato o escolhido, que não sejamos adversários dele durante 4 anos. Que sejamos seus parceiros porque a outra parte da população o escolheu, portanto precisará do nosso trabalho e parceria também.
Que nós não vejamos as eleições como uma batalha com vencidos e vencedores, mas como pessoas cientes de seu papel e de sua atuação na sociedade. Isso é o mais importante: cada um ter noção de sua importância e de seu valor como eleitor .
Eliane Alcantara Verde – Pedagoga e Orientadora Educacional
Meu blog existe para transmitir boas idéias, artigos e mensagens, comentar reportagens, textos e dicas de boas leituras, filmes, etc...
sexta-feira, 16 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
AS NOSSAS HISTÓRIAS E SEU ENCANTO...
Falo aqui das nossas histórias de vida, de nossa infância, dos nossos tempos e lugares, das nossas coisas e das pessoas que nos acompanharam ao longo dos anos. Essas histórias deveríamos contar sempre aos nossos filhos e netos, para que possam construir a nossa imagem, perceber como nosso caráter foi formado, entender nossos gestos e falas, conhecer nossos valores, ideais, sonhos e convicções. Por mais que nos mostremos hoje, é muito importante eles saberem como isso foi construído e por quem.
É preciso que os filhos saibam como foi a nossa infância com suas cores e sabores, certamente diferentes da deles mas cheia de encantos e de imagens que eles formarão em suas mentes tentando imaginar...
Como poderão formar um conceito sobre nós se não conhecerem a nossa história? Como poderão nos respeitar se não valorizarmos nosso caminho pelos anos da vida? Como poderão aceitar nossos erros se não analisarem nossos enganos sob o olhar de quem apenas ouve sem julgamentos? Como é gostoso falar de coisas que nos aconteceram, às vezes exageramos um pouquinho para dar mais ênfase, mais emoção. É válido. Como é bom falar da nossa época, isso faz com que eles valorizem a deles também. Nesse momento somos um personagem de uma história muito importante.
Às vezes meus filhos dizem : “mãe você já contou isso mil vezes”. É verdade. Gosto de contar e eles gostam de ouvir mesmo zombando da repetição. Eles conseguem me “ver” pequena, jovem e fazer comparações, associações com o eu de hoje. Isso ajuda muito no relacionamento, estabelece parâmetros e critérios, além de divertir.
Assim como contar as nossas histórias é muito gostoso, também o é ver os álbuns de fotografias. Agora com as fotos todas no nosso computador, os álbuns ficaram meio esquecidos, mas eles são fantásticos como documentos que exatamente reportam à nossa época. São a nossa cara. Que tal você resgatar tudo o que foi a sua cara e mostrar ou contar aos seus filhos ou netos, ou sobrinhos , ou irmãos? Eles vão poder associar tudo o que você contou, à sua imagem de hoje e, pode apostar, ela vai ficar fortalecida.
Conte suas histórias!!!
Eliane Alcantara Verde
Pedagoga-Orientadora Educacional
Falo aqui das nossas histórias de vida, de nossa infância, dos nossos tempos e lugares, das nossas coisas e das pessoas que nos acompanharam ao longo dos anos. Essas histórias deveríamos contar sempre aos nossos filhos e netos, para que possam construir a nossa imagem, perceber como nosso caráter foi formado, entender nossos gestos e falas, conhecer nossos valores, ideais, sonhos e convicções. Por mais que nos mostremos hoje, é muito importante eles saberem como isso foi construído e por quem.
É preciso que os filhos saibam como foi a nossa infância com suas cores e sabores, certamente diferentes da deles mas cheia de encantos e de imagens que eles formarão em suas mentes tentando imaginar...
Como poderão formar um conceito sobre nós se não conhecerem a nossa história? Como poderão nos respeitar se não valorizarmos nosso caminho pelos anos da vida? Como poderão aceitar nossos erros se não analisarem nossos enganos sob o olhar de quem apenas ouve sem julgamentos? Como é gostoso falar de coisas que nos aconteceram, às vezes exageramos um pouquinho para dar mais ênfase, mais emoção. É válido. Como é bom falar da nossa época, isso faz com que eles valorizem a deles também. Nesse momento somos um personagem de uma história muito importante.
Às vezes meus filhos dizem : “mãe você já contou isso mil vezes”. É verdade. Gosto de contar e eles gostam de ouvir mesmo zombando da repetição. Eles conseguem me “ver” pequena, jovem e fazer comparações, associações com o eu de hoje. Isso ajuda muito no relacionamento, estabelece parâmetros e critérios, além de divertir.
Assim como contar as nossas histórias é muito gostoso, também o é ver os álbuns de fotografias. Agora com as fotos todas no nosso computador, os álbuns ficaram meio esquecidos, mas eles são fantásticos como documentos que exatamente reportam à nossa época. São a nossa cara. Que tal você resgatar tudo o que foi a sua cara e mostrar ou contar aos seus filhos ou netos, ou sobrinhos , ou irmãos? Eles vão poder associar tudo o que você contou, à sua imagem de hoje e, pode apostar, ela vai ficar fortalecida.
Conte suas histórias!!!
Eliane Alcantara Verde
Pedagoga-Orientadora Educacional
Falta Ideologia (artigo)
EM DIA COM A EDUCAÇÃO
FALTA IDEOLOGIA
Nós pais, educadores e familiares da nova geração, temos nos surpreendido e nos angustiado pelas tendências e atitudes dessa turminha, muito preocupada consigo mesmo, muito interessada em consumir, muito alienada dos problemas da família, da sociedade e do mundo, como se tudo isso não lhes pertencesse.
Logo, estamos sempre observando, estudando os comportamentos, analisando e buscando respostas para rumarmos para possíveis soluções, para motivarmos melhores posturas.
Uma suposição que está mais para constatação é exatamente a falta de ideologias. Essa geração não tem ideais, não encontra motivos para lutar, não tem expectativas e sonhos exceto seus próprios interesses materiais. O mundo e seu progresso tecnológico nos trouxe este pacote indesejado. Fez tudo andar muito ligeiro. Essa geração, hoje chamada de Geração y, é efêmera, multitarefeira, superficial, mas extremamente competente. Falta-lhes a sensibilidade, o conceito de sociedade. Falta-lhes saber qual é o seu papel no seu grupo. Falta-lhes filosofar. No momento em que isso ocorrer eles serão fantásticos! São muito melhor instrumentalizados, inteligentes e muito capazes intelectualmente.
É um paradoxo. Com tanta capacidade deviam perceber a essência de suas vidas. Mas justamente tanta capacidade cognitiva sufoca a sensitiva. Deverá haver um equilíbrio, caso contrário teremos uma geração inteligente, capaz e muito fria, egoísta e pouco útil à sociedade. E correm o risco de despertarem para isso muito tarde provocando danos irreparáveis para suas próprias vidas e de outras pessoas.
A humanidade precisa muito de ideais.
Eliane Alcantara Verde
Pedagoga-Orientadora Educacional
FALTA IDEOLOGIA
Nós pais, educadores e familiares da nova geração, temos nos surpreendido e nos angustiado pelas tendências e atitudes dessa turminha, muito preocupada consigo mesmo, muito interessada em consumir, muito alienada dos problemas da família, da sociedade e do mundo, como se tudo isso não lhes pertencesse.
Logo, estamos sempre observando, estudando os comportamentos, analisando e buscando respostas para rumarmos para possíveis soluções, para motivarmos melhores posturas.
Uma suposição que está mais para constatação é exatamente a falta de ideologias. Essa geração não tem ideais, não encontra motivos para lutar, não tem expectativas e sonhos exceto seus próprios interesses materiais. O mundo e seu progresso tecnológico nos trouxe este pacote indesejado. Fez tudo andar muito ligeiro. Essa geração, hoje chamada de Geração y, é efêmera, multitarefeira, superficial, mas extremamente competente. Falta-lhes a sensibilidade, o conceito de sociedade. Falta-lhes saber qual é o seu papel no seu grupo. Falta-lhes filosofar. No momento em que isso ocorrer eles serão fantásticos! São muito melhor instrumentalizados, inteligentes e muito capazes intelectualmente.
É um paradoxo. Com tanta capacidade deviam perceber a essência de suas vidas. Mas justamente tanta capacidade cognitiva sufoca a sensitiva. Deverá haver um equilíbrio, caso contrário teremos uma geração inteligente, capaz e muito fria, egoísta e pouco útil à sociedade. E correm o risco de despertarem para isso muito tarde provocando danos irreparáveis para suas próprias vidas e de outras pessoas.
A humanidade precisa muito de ideais.
Eliane Alcantara Verde
Pedagoga-Orientadora Educacional
Assinar:
Postagens (Atom)