Sensível ou reativo?(Muito bom esse texto e acho que serve para todos nós.)
Nenhum de nós pode escolher as coisas que nos acontecem, algumas boas,
outras más. Mas todos nós podemos escolher nossa resposta às coisas
que nos acontecem. Você não é prisioneiro das reações.
Algumas pessoas dizem que são muito sensíveis, que se magoam
facilmente, que se decepcionam com amigos, colegas e família e com
aquilo que outros dizem ou fazem. Tais pessoas, que se dizem "muito
sensíveis" na verdade não teem muita sensibilidade.
Pessoas sensíveis (por definição) são capazes de obter uma gama maior
de informações sensoriais e emocionais vindas de outros e, portanto,
geralmente são muito mais compreensivas, calmas e raramente se
desapontam com os comportamentos alheios, exatamente porque sua
sensibilidade aguçada mostra mais do que as aparências, evitando que
se desapontem. Além disso, pessoas sensíveis jamais dizem que são
sensíveis.
Então, o que são aquelas pessoas que a todo momento se definem como
sensíveis, que ficam deprimidas por razões aparentemente pequenas e
cujos dias são destruídos por uma advertência do chefe, por uma
crítica dos colegas, por uma frase mal construída de um membro da
família? Elas são sensíveis? A resposta é não!
Tais pessoas são reativas - o contrário de sensíveis. Pessoas reativas
não examinam os fatos e reagem emocionalmente a qualquer coisa, sem
refletir, sem controlar, sem observar o todo, como crianças.
Todos nós somos reativos, vez ou outra, mas conforme amadurecemos nos
tornamos menos reativos e mais sensíveis, já que escolhemos nossas
respostas. Quando somos crianças, simplesmente reagimos (o que é
natural), por isso adultos reativos são, normalmente, acusados de um
comportamento infantil e birrento. Uma pessoa sensível (por obter mais
informações que estão à sua volta) raramente perde o controle, mesmo
quando atacada porque, sendo sensível, ela observa e escolhe a melhor
resposta. Raramente reage, como um animal faminto faria. Você não tem
o poder de escolher aquilo que te acontecerá hoje, amanhã ou depois.
Mas você tem o poder de escolher a melhor resposta à tudo o que vai
acontecer.
Seja mais sensível esta semana, evitando dizer a primeira coisa que
lhe venha à mente, mesmo que seja algo que você diz pra você mesmo.
Escolha as palavras, escolha os pensamentos, escolha as respostas,
fugindo da armadilha que torna a vida das pessoas reativas sempre
dependente de cada problema que acontece.
Observe aqueles que dizem que são "sensíveis". Olhe o comportamento
dessas pessoas. Você verá que elas são completamente dependentes dos
humores de outros e dos acontecimentos externos. Elas simplesmente
reagem por mais que racionalizem e se enganem, afirmando que suas
reações são causadas por sua suposta sensibilidade. Sempre
apresentarão razões para suas dores e tristezas, mas ainda assim
estarão somente reagindo.
Você tem o poder de escolher aquilo que é melhor. Porque, como afirma
Stephen Covey:
"Entre o que acontece comigo e minha reação ao que acontece comigo, há
um espaço. Neste espaço está minha capacidade em escolher minhas
respostas e definir o meu destino".
Meu blog existe para transmitir boas idéias, artigos e mensagens, comentar reportagens, textos e dicas de boas leituras, filmes, etc...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Quando tudo é permitido
Muitas mudanças... aliás mudanças em demasia ocorreram em espaço muito curto de tempo em nossas vidas. Tão rapidamente que ficou difícil acompanhar e, pior, difícil de administrar, conhecer benefícios ou prejuízos que possam causar à vida, aos valores, ao desenvolvimento de hábitos e atitudes. Tudo está diferente. Mas o que mais incomoda é o excesso de permissividade.
TUDO É PERMITIDO hoje em dia. É permitido responder aos pais, é permitido desrespeitar, é permitido não querer ser honesto, é permitido não se preocupar com o próximo, é permitido ser viciado em internet, é permitido ser dependente do celular, é permitido pensar apenas no próprio umbigo, é permitido ser absurdamente consumista, é permitido não querer estudar porque “não tá a fim”, é permitido ser arrogante, é permitido dirigir sem carteira de motorista, é permitido menor freqüentar casas noturnas, é permitido....
Aí o papel da escola se torna bastante árduo quando esta estabelece regras de convivência, exige respeito, proíbe o uso do celular na sala de aula, repreende o pai que deixa seu filho de 14 ou 15 anos dirigir, combate o bulling, incentiva os bons modos e boas atitudes (coisa que hoje parece ser de outro mundo), controla os atrasos para as aulas, na intenção de convencer que chegar atrasado atrapalha a aula e prejudica quem chegou na hora.
Muito cuidado devemos ter para não premiarmos os errados e punirmos os corretos. Quando se permite que os atrasados, os irresponsáveis tenham os mesmos direitos dos cumpridores de seus deveres, estamos sendo tremendamente injustos.
Fica-se estarrecido na porta de escola quando se vê adultos se agredindo aos gritos e impropérios na frente de crianças por desrespeitar normas básicas de trânsito, normas que jamais poderiam ser desrespeitadas.
Tudo isso acontece exatamente porque tudo está permitido. E começa dentro de casa. Por comodismo (porque educar dá trabalho mesmo), por descuido ou por opção, os pais estão perdendo seus direitos de pais, estão deixando seu papel de pais para qualquer um que o queira e não se preocupam com as conseqüências disso.
Precisamos nos preocupar com o excesso de PERMISSIVIDADE.
É essa vilã que está deixando o mundo um lugar cada vez mais perigoso de se viver.
A sociedade necessita de normas e leis porque as pessoas não são capazes de gerir seus próprios passos, infelizmente. E porque somos frutos da diversidade cultural, moral e ética.
É da maior importância ensinar as crianças e jovens a respeitar, mostrar que ser legal não é ser careta ou fora de moda. Afinal onde ficou a tal da personalidade, do caráter, do bem e da moral? Será que agora o certo é ser errado? Como mostrar aos alunos que é legal ajudar, ser bom, ser tolerante, valorizar o certo e sentir-se bem com a bondade?
Ouvimos muita gente dizer: -“eu não levo desaforo para casa”, como se fosse uma grande vantagem, uma grande qualidade, um traço de caráter. Que engano.
Uma coisa é certa: estamos num barco sem rumo precisando desesperadamente encontrar novamente o caminho, e para isso temos que começar a ser menos permissivo e mais exigentes com as atitudes das crianças e jovens. Mas para isso o exemplo começa conosco. Dessa tarefa não podemos escapar.
Eliane Alcantara Verde- Pedagoga/Orientadora Educacional.- Diretora da Escola Conexão Aquarela- Macapá - AP
Muitas mudanças... aliás mudanças em demasia ocorreram em espaço muito curto de tempo em nossas vidas. Tão rapidamente que ficou difícil acompanhar e, pior, difícil de administrar, conhecer benefícios ou prejuízos que possam causar à vida, aos valores, ao desenvolvimento de hábitos e atitudes. Tudo está diferente. Mas o que mais incomoda é o excesso de permissividade.
TUDO É PERMITIDO hoje em dia. É permitido responder aos pais, é permitido desrespeitar, é permitido não querer ser honesto, é permitido não se preocupar com o próximo, é permitido ser viciado em internet, é permitido ser dependente do celular, é permitido pensar apenas no próprio umbigo, é permitido ser absurdamente consumista, é permitido não querer estudar porque “não tá a fim”, é permitido ser arrogante, é permitido dirigir sem carteira de motorista, é permitido menor freqüentar casas noturnas, é permitido....
Aí o papel da escola se torna bastante árduo quando esta estabelece regras de convivência, exige respeito, proíbe o uso do celular na sala de aula, repreende o pai que deixa seu filho de 14 ou 15 anos dirigir, combate o bulling, incentiva os bons modos e boas atitudes (coisa que hoje parece ser de outro mundo), controla os atrasos para as aulas, na intenção de convencer que chegar atrasado atrapalha a aula e prejudica quem chegou na hora.
Muito cuidado devemos ter para não premiarmos os errados e punirmos os corretos. Quando se permite que os atrasados, os irresponsáveis tenham os mesmos direitos dos cumpridores de seus deveres, estamos sendo tremendamente injustos.
Fica-se estarrecido na porta de escola quando se vê adultos se agredindo aos gritos e impropérios na frente de crianças por desrespeitar normas básicas de trânsito, normas que jamais poderiam ser desrespeitadas.
Tudo isso acontece exatamente porque tudo está permitido. E começa dentro de casa. Por comodismo (porque educar dá trabalho mesmo), por descuido ou por opção, os pais estão perdendo seus direitos de pais, estão deixando seu papel de pais para qualquer um que o queira e não se preocupam com as conseqüências disso.
Precisamos nos preocupar com o excesso de PERMISSIVIDADE.
É essa vilã que está deixando o mundo um lugar cada vez mais perigoso de se viver.
A sociedade necessita de normas e leis porque as pessoas não são capazes de gerir seus próprios passos, infelizmente. E porque somos frutos da diversidade cultural, moral e ética.
É da maior importância ensinar as crianças e jovens a respeitar, mostrar que ser legal não é ser careta ou fora de moda. Afinal onde ficou a tal da personalidade, do caráter, do bem e da moral? Será que agora o certo é ser errado? Como mostrar aos alunos que é legal ajudar, ser bom, ser tolerante, valorizar o certo e sentir-se bem com a bondade?
Ouvimos muita gente dizer: -“eu não levo desaforo para casa”, como se fosse uma grande vantagem, uma grande qualidade, um traço de caráter. Que engano.
Uma coisa é certa: estamos num barco sem rumo precisando desesperadamente encontrar novamente o caminho, e para isso temos que começar a ser menos permissivo e mais exigentes com as atitudes das crianças e jovens. Mas para isso o exemplo começa conosco. Dessa tarefa não podemos escapar.
Eliane Alcantara Verde- Pedagoga/Orientadora Educacional.- Diretora da Escola Conexão Aquarela- Macapá - AP
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